Postado em 03 julho 2021

O papel da publicidade na luta contra o racismo.

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Protagonismo negro ainda é muito pequeno dentro da publicidade brasileira, o que não representa a população do país, onde 54% se considera negra, de acordo com o IBGE.

A mídia no Brasil deu bastante enfoque em movimentos antirracistas que aconteceram pelo mundo nos últimos tempos, como o Black Lives Matter, por exemplo. Essas causas ecoaram para várias linguagens e também estiveram bastante presentes nas campanhas publicitárias durante o período de sua maior repercussão, após a morte de George Floyd.

Em um país onde mais da metade da população se considera negra, segundo o IBGE, essa falta de diversidade ainda não condiz com a sociedade que está representando. Mulheres e homens negros aparecem mais como coadjuvantes e, ainda assim, com representação inferior quando comparada aos brancos.

Algumas empresas, nacionais e internacionais, buscam aumentar a representatividade e apresentam pessoas diversas em suas campanhas e também em posições de destaque.

Um bom exemplo disso é a jornalista Maju Coutinho. Ela ganhou notoriedade com sua participação no Jornal Nacional, onde era responsável pela previsão do tempo. Assim que começou a apresentar o Jornal Hoje, em setembro de 2019, surgiram vários relatos de meninas que se sentiam representadas por ela.

Marcas se posicionaram em casos de racismo.

 A Nike lançou um manifesto logo após a morte de George Floyd nos Estados Unidos, inclusive incentivando as pessoas a participarem de protestos. Seu posicionamento ganhou também apoio da Adidas.

A marca é conhecida por apoiar esportistas que lutam abertamente pela igualdade racial, chegando a perder 3% do valor da companhia pela campanha com o jogador de futebol americano Colin Kaepernick, conhecido pelos seus manifestos contra a violência policial a jovens negros.

No ano de 2020 o jogador português Moussa Marega, do Porto, abandonou o jogo após ser alvo de insultos racistas pela torcida adversária. Após o ocorrido duas marcas de cerveja portuguesas, patrocinadoras do campeonato, criaram campanha contra o racismo em suas redes sociais. A imagem trazia as garrafas das marcas Super Block e Sagres acompanhadas da frase “Contra o racismo, não há rivais”.

Uma postura que vem se tornado mais frequente entre as marcas é uma preocupação com os posicionamentos e falas expostas na internet. Influenciadores e pessoas públicas já tiveram seus contratos e apoio suspensos após postagens consideradas racistas.

A beleza de todos os tons

As empresas de cosmético perceberam o potencial de compra de mulheres e homens negros e cada vez mais aumentam o leque de opções de seus produtos. Há pouco tempo essas pessoas não conseguiam encontrar o tom de base ideal para sua pele, porém o que vemos hoje é um aumento significativo da oferta de tonalidades.

Com esse aumento de possibilidades, as marcas também passaram a colocar mais diversidade em suas campanhas e fazer parcerias com influenciadores que representam vários consumidores.

Com a contratação de profissionais negros, as agências, e também suas contratantes, criam um efeito dominó positivo no mercado, alcançando mais diversidade de seu público e garantindo cada vez mais o aumento da representatividade.

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